Drops Corporation

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Minúsculos Assassinatos e Alguns Copos de Leite -  Fal Azevedo
01/03/2016

Minúsculos Assassinatos e Alguns Copos de Leite - Fal Azevedo

"Os telefonemas sem sentido algum. O corte de cabelo adiado. O e-mail secreto. A saia laranja que não cabe, nunca coube. O tendão latejando. A promessa no gatilho. As portas batendo com estrondo. O correiro que não vem. O futuro que vem a toda hora."

"Minúsculos Assassinatos e Alguns Copos de Leite", p. 199 – Fal Azevedo.

Olha aí, gente.
12/03/2015

Olha aí, gente.

O administrador pede desculpas pela ausência.

Enquanto isso, num sebo da Rua Teodoro Sampaio... Algum conhecido?

Foto: Marco Gomes

08/30/2015
Cher Brasil

Dona Fal Vitiello de Azevedo, a nossa chefe, dizendo que tá indo pra labuta. Sigam o exemplo!

Pauly: É hora do show?
Cher: Sim.
Pauly: Então é hora de subir no palco e ir fazer o...
Cher: Sim, é hora do show, Pauly... AGORA SAI DA MINHA FRENTE!

Já queremos mais vídeos dos bastidores desse show! hahahahaha

08/30/2015
Donald Hoffman: Do we see reality as it is?

Comunicado do departamento de comunicação: já terminaram o relatório? Pois bem, assistam ao vídeo. Não terminaram o relatório? Pois bem, terminem, e depois assistam ao vídeo. É vídeo de procrastinação, mas ceis tão tudo proibido de procrastinar, tão entendendo?

Ps: Queremos comentários sobre essa rebinboca toda. Pra ontem!

https://www.youtube.com/watch?v=oYp5XuGYqqY

Cognitive scientist Donald Hoffman is trying to answer a big question: Do we experience the world as it really is ... or as we need it to be? In this ever so...

Sexta feira de labuta. Esqueçam o happy hour! E é pra usar Mago! Ai de quem chegar com Omi Progressi aqui, hein?!
07/17/2015

Sexta feira de labuta. Esqueçam o happy hour! E é pra usar Mago! Ai de quem chegar com Omi Progressi aqui, hein?!

"E-mail da Lucila: 'Oi Querida. Até a semana passada eu tinha uma máquina de lavar que pensava que era um helicóptero, fui lá nas Casas Bahia e fiz um carnê (que apesar dessa minha pose, sou pobre e adoro um carnê). Agora tenho uma máquina que pensa que é um criado-mudo, silenciosa de tudo, eu fico lá, igual mãe recém-parida, toda hora vou checar se a bichinha tá funcionando. Dona-de-casa não tem sossego. Beijos, amore. Te amo, Lucila.'"

"Minúsculos Assassinatos e Alguns Copos de Leite", p. 127 – Fal Azevedo.

Foto: Jornal Daily Mail UK.

Minúsculos Assassinatos e Alguns Copos de Leite -  Fal Azevedo
06/10/2015

Minúsculos Assassinatos e Alguns Copos de Leite - Fal Azevedo

"Às vezes ela vinha para a minha cama depois de um pesadelo. Eu ensinei a ela que, se ficássemos imóveis, debaixo dos lençóis, o lobo não nos veria e iria embora. Eu não tinha como saber que o lobo não vai embora nunca."

"Minúsculos Assassinatos e Alguns Copos de Leite", p. 46 – Fal Azevedo.

06/10/2015

O departamento de comunicação do Drops informa: o responsável por esse tempinho seco e esse friozinho que não esfria nem o couro cabeludo na hora da chapinha direto pro dpto pessoal assinar a justa causa. Sem mais.

06/03/2015

E a todo mundo sem o que fazer, a Drops Corporation tem uma lista atualizadas de tarefas na portaria, à disposição. É só chegar lá e dizer pro sr. Tavares, nosso zelador "Olá sr. Tavares, tou com tempo livre", que ele te direciona pro setor que carece de manutenção. De lavagem de caixa d'água à alimentação das llamas, precisamos de gente forte e sacudida em todas as frentes. Sem mais.

A vida como ela é...Breve Diario do Desencanto. - Fal Vitiello de AzevedoOs vizinhos moderninhos estão dando uma festa. ...
05/23/2015

A vida como ela é...

Breve Diario do Desencanto. - Fal Vitiello de Azevedo

Os vizinhos moderninhos estão dando uma festa. Mais uma festa interminável e barulhenta na véspera de um dia de trabalho. Sei bem que chamá-los de moderninhos revela minha idade, mas, convenhamos, o que não revela? No tempo em que minha avó era uma jovem senhora, quando queria reclamar de vizinhos moderninhos e barulhentos, ela chamava as crianças de hippies. Minha mãe chamaria estes putos de punks. Não sei se chamo de indies, de hipsters, de… sei lá.

Perguntei para a Camila, minha amiga mais novinha e engraçada, do que devo chamar meus vizinhos, mas ela não faz ideia. Enfim, não sei mesmo rotular os caras ou a música horrorosa que eles escutam ou essa alegria infame e perturbadora, que em plena quarta-feira me parece um desaforo.

E, juro, preciso mesmo dormir. Minha incapacidade de dormir está me atrapalhando mais do que mereço. Pareço um bebezinho de 11 meses que ainda não descobriu os prazeres do sono. Quando consigo adormecer já é de madrugada e, então, perco a hora quase todas as manhãs. Como hoje.

Acordei puta da vida e atrasada. Até aí, nenhuma novidade. Sempre acordo puta. E atrasada. Desde os 4 anos, que foi a idade em que comecei a ter horário para acordar, acordo puta e atrasada. A minha mãe tentava. Abria a janela, cantava, dava mamadeira morna e a única coisa que eu queria era gritar um monte de palavrões e que ela morresse. Não sabia disso, claro. Com 4 anos, acho que não se sabe muito bem o que é morrer.

E também tem o seguinte, aos 4 anos eu não sabia falar palavrão. Acho que foi por isso que aprendi a me masturbar tão cedo. Eu precisava de algum alívio.

Mas o fato é que hoje acordei puta e atrasada e todas as camisetas e blusas que cheirei estavam fedidas. Se isto aqui fosse um filme americano, no sábado de manhã ‘yours truly’ iria até uma lavanderia equipada com aquelas máquinas que funcionam com moedas. A roupa limpa iria sendo dobrada e posta num daqueles cestos enormes e então um cara bonito, mas não muito, velho, mas não muito, e com ar de cachorrinho, viria puxar assunto comigo. Iríamos para o apartamento dele para uma sessão de sexo selvagem, porém terno, e o resto anda não decidi. Ainda não sei se iríamos casar e ter filhos. Ou só trepar regularmente.

Mas isto aqui não é um filme americano. Não existem lavanderias por aqui. Não dessas de filme. Talvez não existam em nenhum lugar da cidade. E mesmo que uma delas se materializasse na esquina e eu fosse lavar minha roupa lá, o máximo que aconteceria seria algum tarado, casado, de meia-idade e com mau hálito, roubar meu sutiã. Sério. Os tarados, bêbados inconvenientes e sinceros crônicos sempre me encontram.

De qualquer forma, não há lavanderia nenhuma, com ou sem tarado.

O que há é minha máquina de lavar, que tem mais de uma década de medíocres serviços prestados (o mesmo tempo em que moro sozinha), um varal de cordinha minúsculo numa área de serviço que parece uma caixa de fósforos e uma diarista, dona Cinira, que deveria tacar a roupa suja na máquina numa semana e passar na outra. Mas ela não vem trabalhar há três semanas, o que deve querer dizer que ela me largou.

Demoro a aceitar que, às vezes, as pessoas me largam.

Por isso, puta e atrasada, vesti o que me pareceu menos fedido e menos amarrotado, caprichei na pintura de guerra e saí, sem apagar a luz do banheiro, sem trocar a água das gatas e quase esqueço a chave no portão.

Publicado em Revista Bula - 2013

04/15/2015
Minúsculos Assassinatos e Alguns Copos de Leite - Fal Azevedo

Falzitcha e os Copos de Leite

"Carta antiga, do tempo em que existia correio: 'Os fantasmas das minhas dores, as auroras boreais, o documentário do Discovery revelando mais uma vida que eu nunca viverei, a razão das nossas vidas, a sombra de tantos dias. Não me lembro mais de você. Por favor, não se lembre de mim. A.' "

"Minúsculos Assassinatos e Alguns Copos de Leite", p. 177 e 178 - Fal Azevedo.

¨Porque eu leio*
03/26/2015
¨Porque eu leio*

¨Porque eu leio*

Leio porque há algo além disso. Disso aqui e disso daí. Tem de haver algo mais. Algo inalcançável e, ao mesmo tempo, capturado nas páginas, eternizado na tinta, contido à força pelas capas e cola e...

Minúsculos Assassinatos e Alguns Copos de Leite -  Fal Azevedo
03/26/2015

Minúsculos Assassinatos e Alguns Copos de Leite - Fal Azevedo

"E-mail da Ana Laura: 'Alma, eu detesto todo mundo. Gente folgada. Gente com opinião demais. Gente que tem como missão na vida me convencer do que quer que seja. Gente que fala com a boca cheia de comida. Gente que faz uns convites assim: 'Aparece lá em casa.' Gente que liga pra você quando sabe que você tá mal, não pra te consolar, mas pra extrair fofocas. Aliás, gente que faz fofoca, que conta causo alheio travestida de boazinha. E, claro, gente que faz lista sobre gente que a irrita. Tem cura? Beijocas, Ana Laura."

"Minúsculos Assassinatos e Alguns Copos de Leite", p. 140 e 141 - Fal Azevedo.

Para mim o tempo não passa.  O tempo faz é me atropelar. O tempo me joga longe, resseca minha pele, instala manchas em m...
02/24/2015

Para mim o tempo não passa. O tempo faz é me atropelar. O tempo me joga longe, resseca minha pele, instala manchas em minhas retinas, afeta minha circulação , bota pelancas em lugares inimagináveis em minha anatomia. O tempo fode com minha taxa glicêmica, minhas memórias e minhas certezas. O tempo me enche o saco. O tempo que deveria me transformar em uma grisalha digna , faz de mim uma tiazinha desleixada. O tempo me confunde. O tempo me enche mesmo o saco.

Sonhei que a neve fervia. pág. 195 - Fal Azevedo

Sonhei que a neve ferviaQuerido Mundo, como vai?Venho por meio desta informar que, a partir desta presente data, gostari...
01/26/2015

Sonhei que a neve fervia

Querido Mundo, como vai?
Venho por meio desta informar que, a partir desta presente data, gostaria de ser poupada das seguintes palavras e/ou expressoes:
Escrete canarinho, reunião, reunião de condomínio; equipe vencedora, a polêmica é válida, inserido no contexto, discutindo a negritude, com larga experiencia em projetos do setor privado e publico, inclusive internacional, energia que flui, troca de energias,fronha, fluência de energia de CHI, trabalhar os sentimentos, eu sou risk manager, ioga, eu sou price manager, fazer um follow up, aberto a novas possibilidades, feng shui, vamos a um churrasco, vamos comemorar com um churrasco, vai ter um churrasco lá em casa, antenado, sarado, biofeedback, "ih, meu amor, mas isso é porque sou de áries com ascendente em escorpião", a nível de, é hexa, Brasil!, você tem um rosto lindo, implementação de novas diretrizes curriculares, com certeza, verde e amarelo, DR, "um lance assim de energia cósmica que rola, entende?", teatro experimental, teatro de resistência, mais valia, diferenciação fundamental, menos é mais, o foco da polêmica, tais medidas possibilitam a obtenção de informações que subsidiarão a adoção de medidas que superem as deficiências detectadas, sobreposição de ações, vovó finalmente descansou/desencarnou/virou luz ou qualquer outro eufemismo babaca para morreu.
Antecipadamente, agradeço.
Sua, sempre, eu

Sonhei que a neve fervia - Junho. Dia 8 - pág. 300. Fal Azevedo

Sonhei que a neve ferviaDe:MimPara: NatyMana, tenho pensado muito em você. Muito. Os dias tem sido uma confusão, horas c...
01/15/2015

Sonhei que a neve fervia

De:Mim
Para: Naty

Mana, tenho pensado muito em você. Muito. Os dias tem sido uma confusão, horas curtíssimas mescladas a outras intermináveis e uma caixa postal que cospe e-mails nos meus olhos, o que me faz ainda mais cega do que já sou.
E , uns dias atrás , véspera da entrega de um trabalho, rá - sou uma fraude, Dona Naty - tive um dia que, mesmo tendo começado bem, com café com leite numa caneca enorme, bolo de cenoura e abracinhos, rapidamente descambou para caixa de livros, móveis empilhados, prateleiras desabadas e, no meio disso tudo, eu ali, catando palavrinhas e aceitando sem vergonha, ou pudor, ajuda de amigos de quatro cantos deste mundo, porque o prazo, o prazo. Cheguei em casa quase às dez da noite, completamente imunda e podre, tomei banho e me acomodei na cama, com o computador no colo. Liguei a tevê para ter um barulhinho enquanto trabalhava, e lá estava ele, Dona Naty, nosso filme, Little Miss Sunshine.
Nas horas em que o filme durou, fui um pouco de tudo, fui o tio viado que não conseguiu se matar, fui a mãe sobrecarregada e exausta e o menino que não quer falar e que não vê a hora de crescer. Fui o pai babacão e a meninazinha que chora na cama e fui o avô que consegue o que quer.
E fui a kombi amarela também, grande e desajeitada, dando problemas nas estradas e carregando seus mortos.
Eu assisti, escrevi, um olho no peixe outro no gato, pensei em você, nas suas sacadas, na sua generosidade, na sua graça e nas nossas conversas quilometricas. Já antes, mas principalmente depois que ele morreu, sua doçura via embratel e ao vivo, me redimiu, me salvou de mim mesma mais de uma vez, me amparou e me fez rir até sair coca-cola do meu nariz.
E agora, aqui, ainda no texto cujo prazo vence a meia-noite - mas quem é que esta contando? - , com o olho no trabalho e outro no Mr. Monk, ainda penso em você. Espero que você tenha uma boa semana. E que me perdoe minha ausência, não é trabalho demais, é organização de menos. Sigo graças, não ao meu caráter estóico, à minha "força" ou a qualquer outra bobagem dessas, nas quais você sabe que eu não acredito, eu sigo, cá entre nós porque só há uma direção. Se houvesse outra eu a escolheria. O futuro me paralisa, as providências práticas me embaralham, a preocupação com a grana ainda faz a nuvenzinha cinza estacionar sobre a minha cabeça , a gratuidade das coisas , a crueldade das pessoas "espiritualizadas" (repare que um contingente enorme dos "espiritualizados" possui uma filha da putice que não condiz com criaturas que realmemente acreditam qua a vida é uma "passagem" e em coisas como "resgate" e "aprendizado". Nunca entenderei) ainda me deixam sem ar, de modos que vou indo, Mana.
Aliás, seguimos juntos, antão, Peixoto, meus neuroninhos capengas, e eu. Juntos não geramos nem 70 pontos de QI (os gatos dão de dez a zero em nós e vivem nos levando na conversa), mas a ignorância é uma benção, ainda que disfarçada. Amor, sempre.
Eu.

Sonhei que a neve fervia - Maio. Dia 03 - pág.259 .Fal Azevedo

Sonhei que a neve fervia"Cheguei a uma idade que felicidade não é namorado novo, cabelo novo, roupa nova, batom novo: fe...
01/14/2015

Sonhei que a neve fervia

"Cheguei a uma idade que felicidade não é namorado novo, cabelo novo, roupa nova, batom novo: felicidade é chegar em casa e tirar a calça."

Sonhei que a neve fervia - Maio dia 03 - pág. 258 . Fal Azevedo

Minúsculos Assassinatos e Alguns Copos de Leite -  Fal Azevedo
01/14/2015

Minúsculos Assassinatos e Alguns Copos de Leite - Fal Azevedo

"Os dias estão lentos, as dores, rápidas e eu tomo muito sorvete de morango nos finais de tarde."

"Minúsculos Assassinatos e Alguns Copos de Leite", p. 46 - Fal Azevedo.

Porque excelentes trabalhos devem, veementemente, ser divulgados:
01/09/2015
Rue Humboldt

Porque excelentes trabalhos devem, veementemente, ser divulgados:

“Il y a toujours quelque chose d’absent qui me tourmente” Camille Claudel Correspondência amorosa,...

Divulgando trabalhos:
01/09/2015
Notas de uma arrumação hesitante I — Os que se foram

Divulgando trabalhos:

Há sete anos, minha vida virou de cabeça para baixo e voltei para a casa da minha mãe. Fui me ajeitando. No começo da aventura, resumir em um quarto o que antes enchia um apartamento foi frustrante...

01/05/2015

108 curtidas em uma hora. Vocês são lindos! Fal ama vocês.

01/05/2015

Nosso objetivo é 100 curtidas no dia de hoje!! Em15 min jah estamos com 16!! vai ser moleza!!! =)

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01/05/2015

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